Os 121 concelhos com maior incidência terão recolher obrigatório a partir das 23 horas e ao fins de semana desde as 13 horas. António Costa apresentou as novas medidas para evitar a propagação da Covid-19 no nosso país após o Executivo ter estado reunido em Conselho de Ministros Extraordinário.

António Costa revelou ao país, este sábado, as novas medidas de combate à propagação do novo coronavírus. Recorde-se que o Executivo esteve reunido, desde as 19 horas até cerca das 23h30, em Conselho de Ministros Extraodinário.

A primeira medida tem a ver com o “controlo de temperatura corporal” no acesso a locais de trabalho, estabelecimentos de ensino e meios de transporte.

Outra é a “possibilidade de realização de testes de diagnóstico para acesso a estabelecimentos de saúde, lares, estabelecimentos de ensino, na entrada e saída do território nacional e estabelecimentos prisionais.

Em terceiro lugar, a “utilização de estabelecimentos de saúde dos setores privado e social”. Vai ainda haver a “mobilização de recursos humanos para reforço da capacidade de rastreio”, através de trabalhadores do setor público como professores ou até militares das Forças Armadas.

A medida mais restritiva é a “limitação de circulação na via pública nos 121 concelhos [de risco], entre as 23h e as 5h”. “Nos próximos dois fins de semana haverá uma limitação da circulação na via pública nos 121 concelhos ao fim de semana a partir das 13 horas” e até às 5h, avançou ainda o chefe de Estado.

“Nós temos mais de 6 mil novos casos por dia. Significa isto que as medidas adotadas desde outubro não tem sido suficientes para controlar o crescimento da pandemia, começou por apontar o primeiro-ministro no início da sua intervenção.

Recorde-se que o Governo reuniu-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para concretizar as medidas que vão enquadrar o estado de emergência decretado na sexta-feira pelo Presidente da República e que vai vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro.

O estado de emergência, que nunca tinha sido aplicado em Portugal em democracia, esteve em vigor entre 19 de março e 2 de maio, com duas renovações consecutivas, por um total de 45 dias.

Já esta sexta-feira, ao início da manhã, em entrevista à Antena 1, o primeiro-ministro salientou que as medidas incluídas no decreto de estado de emergência não terão de ser todas adotadas em simultâneo.

No limite [o estado de emergência] poderá ir até ao fim da pandemia, mas isso não quer dizer que as medidas, em concreto, durem permanentemente. Podemos ter medidas que durem um fim de semana, como aconteceu na semana passada, e a seguir desaparecem”, referiu a título de exemplo.

Também na sexta-feira, mas ao início da noite, na comunicação que fez ao país, o Presidente da República afirmou por sua vez que o estado de emergência “será reavaliado no final de novembro, na sua existência, no seu âmbito e no seu conteúdo”, sem dar como certa a sua renovação.