Incêndios. “Podemos dizer que é o maior dispositivo de sempre. Mas os meios não existem”.

Presidente da Liga garante que os bombeiros estão preparados para a época de maior perigo de incêndios. E defende que a impugnação de um concurso, como aconteceu no que diz respeito à aquisição de aeronaves, não devia impedir a sua contratação.

Podemos dizer que este é o maior dispositivo de sempre, que é, mas depois os meios não existem. Por isso é melhor não se dizer isso. Se estão previstos 60 meios aéreos para 1 de julho têm de estar 60 meios aéreos disponíveis. Agora deviam estar 38 e estão 21, faltam 17. A legislação devia ser revista e a impugnação de um concurso não o devia suspender”.

No arranque do nível dois do dispositivo de prevenção e combate aos incêndios rurais em Portugal, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses Jaime Marta Soares alerta para a urgência de serem evitadas situações como a que atualmente existe: dos 38 meios aéreos que deviam integrar o dispositivo de combate aos incêndios entre esta quarta-feira (15 de maio) e o dia 31 só 21 estão disponíveis, incluindo um helicóptero da Força Aérea. Os restantes fazem parte de concursos que ainda foram finalizados pois algumas empresas que perderam as adjudicações dos meios recorreram das mesmas para os tribunais administrativos.

Como essa decisão tem caráter suspensivo o Tribunal de Contas também não dá os vistos essenciais para que as aeronaves possam fazer parte do dispositivo. Não sendo certo, igualmente, que até 1 de julho, o dia em que se inicia o nível mais elevado (o quarto) previsto na Diretiva Operacional Nacional n.º2, Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2019, estejam no terreno os 60 meios aéreos que este documento contabiliza no combate aos incêndios entre o primeiro dia de julho e o último de setembro.

Fonte: DN