A diretora-geral da Saúde explicou hoje que não existe uma tendência na propagação pelas regiões do novo coronavírus, alertando que “nenhuma está livre de poder ter focos de doença”.

“Neste momento não há uma tendência nítida, mas veem-se de facto focos que estão a ser controlados em determinadas zonas e surgem outros focos noutras zonas”, disse Graça Freitas durante a conferência de imprensa diária de atualização de informação sobre a pandemia da covid-19.

Questionada sobre se o aumento de casos nas regiões do interior representa uma nova tendência na evolução da pandemia, a diretora-geral da Saúde explicou que existem instrumentos que permitem monitorizar ao longo do país a concentração de focos de doença e aquilo que mostram é que a distribuição desses focos não é uniforme no espaço, nem no tempo.

“Não há uma confluência, ou seja, não há uma unidade territorial que mostre que há bandas do país atingidas. Há é focos e esses focos vão aparecendo e vão sendo controlados”, afirmou, sublinhando que, por isso, “nenhuma região do país está livre de poder ter focos de doença”.

Graça Freitas aproveitou para reforçar a importância de as medidas de contenção serem respeitadas por todos, afirmando que só assim se consegue mitigar o vírus nas várias regiões.

“A nossa função é vigiar, é agir em conformidade, tomar medidas mais intensas onde estes focos estão e depois (…) monitorizar o efeito das medidas que foram tomadas, que diminuíram um determinado foco e (depois) o vírus faz a sua propagação para outras zonas”, rematou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 109 mil mortos e infetou quase 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 504 mortos, mais 34 do que no sábado (+7,2%), e 16.585 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 598 em relação a sexta-feira (+3,7%).

Dos infetados, 1.177 estão internados, 228 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 277 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.