Um encontro de cinema de curta-metragem reuniu, este sábado, em Setúbal vários produtores e realizadores nacionais, que refletiram, sobretudo, sobre as práticas cinematográficas das escolas portuguesas e a inserção da nova geração de cineastas no mercado de trabalho.

 

O 3.º Encontro de Realizadores e Produtores de Curta-Metragem, promovido pela 50 Cuts Associação Cinematográfica, com o apoio da autarquia através do programa Set’Curtas, contou com dois painéis temáticos subordinados ao tema “As escolas portuguesas de cinema, as suas práticas cinematográficas e o seu papel no aparecimento de uma nova geração de cineastas”.

Inês Oliveira, autora de “O Nome e o N.I.M.”, uma das curtas-metragens nacionais mais premiadas de sempre, e Manuel José Damásio, o primeiro português a dirigir a Associação Europeia das Escolas de Cinema e Audiovisual, foram alguns dos cineastas presentes no encontro, que teve lugar na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.

“A seguir à Alemanha, Portugal é o segundo país europeu a produzir mais horas de ficção audiovisual por ano”, adiantou Manuel José Damásio, igualmente diretor do Departamento de Cinema e Artes dos Media da Universidade Lusófona, referindo ainda os “poucos” filmes de comédia realizados no país e a falta de diversificação nos paradigmas de escrita cinematográfica.

Também estiveram presentes oradores como João Bordeira, realizador, editor e fotógrafo setubalense, e Hugo Diogo, fundador da distribuidora e produtora cinematográfica Lanterna de Pedra Filmes.

Além das intervenções dos convidados, moderadas pela técnica municipal Teresa Neto, o evento, marcado por uma forte interação entre o público e os convidados, exibiu curtas-metragens no Espaço 50 Cuts.