A Orquestra Académica Metropolitana apresentou, sábado à noite, no Fórum Municipal Luísa Todi, obras de Penderecki, Roussel e o concerto “Sinfonia do Adeus”, de Haydn.

Durante cerca de uma hora e meia, o espetáculo, sob direção de Jean-Marc Burfin e alunos do Curso de Direção de Orquestra da ANSO – Academia Nacional Superior de Orquestra, contemplou a Sinfonia n.º 45 de Joseph Haydn, conhecida como “Sinfonia do Adeus”, vista como uma música de protesto.

Haydn desenvolveu esta sinfonia em 1772 com o objetivo de convencer o príncipe Nikolaus a libertar os músicos da orquestra do Palácio de Eszterháza, na Hungria, afastados das famílias há vários meses.

A característica própria da interpretação é que, no decorrer do último andamento, os músicos terminam sucessivamente as suas partes e retiram-se do palco. No final, não resta ninguém em cena.

Durante o concerto, integrado na V Temporada Sinfónica de Setúbal, foram, igualmente, interpretadas obras dos compositores Albert Roussel e Krzysztof Penderecki.

Do primeiro, a obra “Petite suite, Op. 39”, uma curta suíte orquestral, de 1929, que ilustra em três andamentos os traços mais vincados do estilo do compositor.

De Penderecki foi apresentada a “Serenata para Orquestra de Cordas”, dois andamentos compostos em 1996 e 1997 e que resultam da combinação peculiar entre expressividade pós-romântica e sonoridades modernistas, traço característico do estilo deste compositor polaco.