Tiago Brandão Rodrigues salienta que a prioridade do próximo ano será perceber se as aprendizagens dos últimos meses foram bem consolidadas. E o sistema deverá ser misto.

Com o ano letivo 19/20 quase a chegar ao fim, surgem agora muitas dúvidas sobre o próximo ano escolar. Nos últimos dois meses, os alunos têm tido aulas à distância ou através da telescola, e o futuro do ensino é incerto. Mas a receita para os próximos tempos pode ser uma conjugação das aulas presenciais e à distância.

Quem o diz é Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, que ainda não aponta uma data concreta para o regresso às aulas do ano letivo 20/21. “Estamos a trabalhar, em momento próprio aparecerá”, disse numa entrevista à Rádio Renascença. Para Tiago Brandão Rodrigues, é igualmente importante perceber se as aprendizagens do anterior ano lectivo foram consolidadas ou bem ensinadas, e acredita que “a recuperação das aprendizagens tem de ser um dos pilares fundamentais no regresso às aulas”.

Na mesma entrevista, o ministro da Educação assume que as aulas presenciais vão ser condicionadas por vários fatores, como o surgimento de uma vacina para a COVID-19, as respostas farmacológicas, a reação do vírus, entre outras, e salienta que o sistema escolar tem de estar preparado para construir vários cenários.

“Temos que nos preparar para em setembro — ou não em setembro mas se calhar em outubro, ou novembro — termos o que os ingleses designam por be learning, uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”, explicou o ministro da Educação.

Questionado sobre se este sistema misto requererá a contratação de mais professores, Tiago Brandão Rodrigues salienta que este aumento existirá, se necessário. “Se no próximo ano precisarmos de um corpo docente robusto ele existirá, como existiu ao longo dos últimos quatro anos. Agora não posso dizer agora que vamos precisar de mais dez ou 20 professores.”

O ministro do governo presidido por António Costa disse ainda que foi possível reduzir o número de alunos sem computador ou acesso a um, para que conseguissem aprender à distância, e assume que essa questão não foi esquecida. “O que está a ser feito é um programa para que as escolas possam estar dotadas de recursos para que os nossos alunos possam ter conectividade através do ensino à distância.”

Fonte: magg.sapo.pt