Os estudantes do 11.º e 12.º anos voltam às aulas presenciais a 18 de maio e as creches reabrem a 1 de junho. O pequeno comércio local abre a 4 de maio e o grande reabre a 1 de junho.

A retoma gradual da “normalidade” vai assentar neste calendário, segundo adianta o “Público” e confirmou o JN, cujas datas são passíveis de serem alteradas conforme a evolução da pandemia da Covid-19 em Portugal e poderão ser reavaliadas de 15 em 15 dias, como já tinha adiantado pelo primeiro-ministro, esta sexta-feira.

A retoma das aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos, com disciplinas sujeitas a exame nacional, vai acontecer com medidas de contingência, nomeadamente o uso de material de proteção e normas de distanciamento social. “Até decisão expressa em contrário das autoridades de saúde, alunos, professores e trabalhadores não docentes utilizarão máscara de proteção no interior da escola, que será disponibilizada pelo Ministério da Educação”, tinha avisado Costa a 9 de abril.

No debate do terceiro estado de emergência, o primeiro-ministro tinha demonstrado vontade em reabrir as creches em maio, o que se prevê agora é que deverão voltar a abrir portas só em junho.

“Devemos olhar para o pequeno comércio de bairro, que junta menos gente e que melhor responde à economia local”, acrescentou Costa no mesmo dia. E ao que o JN apurou, parte dessa vontade de Costa vai-se cumprir, com o pequeno comércio a abrir a 4 de maio e o maior a 1 de junho.

Ainda por definir está também, terminado o estado de emergência nacional a 3 de maio, o decreto de um possível estado de calamidade pública a partir deste dia. Fonte do Governo confirmou na sexta-feira à agência Lusa que vários “cenários” estão a ser estudados. “Até ao Conselho de Ministros da próxima quinta-feira consideraremos várias hipóteses”, disse a mesma fonte.

António Costa vai estar reunido esta terça-feira, 28 de abril, com epidemiologistas e cientistas, na sede do Infarmed, em Lisboa, como tem sido habitual desde o início da crise sanitária. No mesmo encontro, estarão altas figuras do Estado, como Ferro Rodrigues e Marcelo Rebelo de Sousa, assim como os representantes dos partidos.